A Capa

O lançamento da versão 7.1 da suite Pentaho me deu o impulso que faltava para “pegar firme” (ui!) no novo livro.

Capa provisória do primeiro livro da nova série.

O Pentaho na Prática tem uma capa de tema espacial, por puro acaso: era uma das imagens gratuitas na Amazon, das várias disponíveis para autores auto-publicados.

Lançado!!! Yahoooo!!!

Das páginas do PnP:


Capa

Texto sobre foto da decolagem do ônibus espacial Discovery, criada pelo Amazon Cover Creator a partir de foto de arquivo do Cover Creator. Todos os direitos sobre a capa reservados à Amazon.com conforme os termos do Cover Creator e do Kindle Direct Publishing.

Esse foi o 120o. vôo do programa de ônibus espaciais da Nasa e o 34a. vôo do ônibus espacial Discovery. Partiu em 23 de outubro de 2007, às 11H38min EDT, na base 39A do Kennedy Space Center para, entre outros objetivos, entregar módulos na ISS. A notícia completa pode ser lida neste link.

Essa é uma das várias fotos tiradas pela Nasa de suas missões. Todas as fotos da Nasa são protegidas por copyright. Se você quiser usar uma, a forma mais fácil é comprá-la de algum revendedor, como a Getty Images. Esta, aliá, é a imagem usada pela Amazon.com – podemos notar pela ausência de nuvens e a posição da nave. Nas fotos desta missão, feitas pela da Nasa, há sempre nuvens ao fundo.


Eu gostei muito por várias razões. Por exemplo, sendo cientista, espaço me pira o cabeção, e foguetes idem. A imagem da Challenger partindo também significava meu lançamento no mundo dos autores. O ônibus espacial é um veículo de entrega de carga, essencialmente, e o livro “entregava” uma carga de conhecimentos e por aí vai – o céu, hehe, é o limite para essas analogias baratas.

A capa da minha próxima edição vai seguir o tema. Como é sobre o servidor, decidi (por enquanto) que vai ser uma estação espacial. Essa figura é uma estação Torus, do jogo Oolite, uma versão open source do famigerado Elite. A minha intenção é usar uma foto da própria ISS, se houver com uso livre, ou então alguma das outras: o Skylab ou a MIR. (Pensando no destino de ambas, e o estado da ISS, não sei bem se dariam boas analogias… O Skylab e a MIR se desintegraram na reentrada, por exemplo.)

Daí o de ETL vai ser algum foguete e o de visualização de dados, não sei, que tal o Hubble? ;-)

É isso. Allons-y! :-)

Bola Redonda

Contrabalançando o post Bola Quadrada, neste aqui eu vou mostrar como bater um bolão, redondo, usando BI.

SAS Customer Intelligence Forum ’17.

Hoje, 17-5-17, aconteceu um evento do SAS, a maior empresa de BI do mundo, sobre aplicações de Marketing, o SAS Customer Intelligence Forum. O evento foi gravado: assista neste link. A primeira palestra é em inglês e não tem legendas, mas o restante é todo em português.

Vamos por partes.

Marketing Analítico

A primeira palestra foi feita pela Vice-Presidente Sênior de Marketing do SAS, Adele Sweetwood. Ela é autora de um livro, que aparentemente vende muito bem: The Analytical Marketer.

The Analytical Marketer.

O conceito, em si, é simples: há tantos dados disponíveis, e tanto poder de processamento, que novas formas de entender o cliente estão surgindo, e mais partes de uma empresa pode agir com base em dados. Ela mostra um monte de exemplos de novos usos dos dados para marketing, e fecha com um comentário digno de nota:


O uso dos dados para marketing está movendo a prática de marketing de “campanha” para “interação contínua”.


Não são exatamente essas as palavras, mas o sentido é esse. Central nesse admirável mundo novo é a evolução dos diversos canais, como e-mail, mídias sociais, rádio, revistas etc., para um único e grande canal: o [omnichannel][omnichannel_bitly], ou omnicanal. Assim, ao invés de termos uma campanha para e-mail, uma para WhatsApp, outra para chat, outra para telefone e assim por diante, devemos ter interação uniforme, orquestrada em todos esses canais. Caso contrário, se você mantiver esses canais separados e competindo entre si pela atenção do cliente, vai gerar desgaste e, no limite, espanar o cliente.


Coincidentemente, saindo do evento eu liguei o rádio no carro e, momentos depois, passou o anúncio de um evento sobre omnichannel aqui em São Paulo. Uau, isso foi rápido!


Ela destaca que é muito, muito importante, haver liderança na empresa para que essa evolução possa aparecer. É preciso existir um profissional com visão, energia e conhecimento capaz de conduzir a iniciativa de marketing e unir todas as formas de interação com o cliente em um continuum mercadológico.

Aliás, uma das máximas que ela, e outros repetiram, é “garantir que a experiência do meu cliente seja homogênea entre todos os canais”. Por exemplo, pode acontecer de eu olhar o preço de um produto na web usando o smartphone, depois conversar pelo chat com uma vendedora via laptop e sair, de carro, para ir até um shopping visitar a loja física e comprar o produto lá. Para que todas essas interações agreguem e fortaleçam a marca com o cliente, é preciso que sejam consistentes. Imagine, ver um preço na web, ir até a loja e encontrá-lo por outro valor lá?!

Outros

Em seguida veio o case de Marketing de canais da Natura. Interessante, mas meio livro-texto – nada realmente inédito ou impactante.

Teve uma palestra da startup Qedu, que me parece que vende análises de dados do sistema educacional público. A proposta é subsidiar o Estado com dados sobre seus alunos, para poder melhorar a educação. Hoje os dados são coletados a cada dois anos (o último conjunto é de 2015), e a meta é conseguir atualizar ao menos uma vez por mês, ou idealmente uma vez por semana, e alimentar as análises com isso. Interessante até, mas eu possuo uma opinião pessoal sobre essa idéia e preciso me abster de comentá-la.

Depois veio o primeiro painel, sobre a transformação digital do Marketing. Interessante pelo que expõe das engrenagens internas de cada empresa e como pensam, mas nada digno de destaque. Achei curioso as diferenças de perfil, nítidas entre consumidores de serviços de BI (a GE e o Sonda) e os fornecedores desse serviço (SAS e Mood/TDWA.) Assistam ao vídeo para entender.

Veio, então, a palestra do Pactual-BTG, sobre sua transformação de banco físico em digital, e logo depois uma fala do Aluizio Falcão Filho, do Círculo Millenium. Esse eu queria que tivesse falado mais – de novo, por motivos pessoais, não profissionais.

Ih! Olha eu aí! (4:01:37)

Ele contou uma ótima: já ouviram falar do Bebê Johnson & Johnson? Pois é, segundo o Aluizio, a primeira foto de um bebê J&J foi feita do filho recém-nascido de um dos envolvidos – não sei do marketeiro, ou do empresário da Johnson & Johnson à época. Adivinha quem era?

O JOÃO DORIA!!! :-D Sim, o prefeito!!! Ele foi o primeiro bebê! Devia ter se chamado era Aparecido, mesmo… kkkkkk (pode parecer teoria conspiratória, mas justamente este trecho, que começa em 3:42:30, não foi gravado. Eu procurei referências a isso na web, mas não achei confirmações. Se um dia eu tiver uma chance, confirmarei essa história.)


A Bola, Finalmente

E então chegou o último painel. O SAS, alimentado por idéias de marketing, criou uma linha de produtos de “Analytics” para os esportes. Primeiro eles falaram sobre o filme Moneyball, que veio do livro homônimo:

Moneyball, o livro.

Pelo trailer pareceu muito legal, e eu vou assistir: um time de baseball, que havia sido rebaixado no último campeonato, decide que vai se reerguer e acaba sendo salvo por um sujeito que tabulou estatísticas de inúmeros jogadores. De posse desses dados, esse analista conseguiu encontrar bons jogadores, que estavam subvalorizados, possibilitando montar um time barato, de qualidade, que finalmente alcança o sucesso.

Isso é que é Data Mining de raiz!

Outro livro mencionado no mesmo momento foi o Soccernomics, que vai na mesma linha de análise de dados, agora no futebol.

Soccernomics, Freakonimics de soccer. Duhn, óbvio.

O nome é uma referência a outro ótimo livro, que expõe contudentemente o valor que uma análise calcada em fatos pode ter, o Freakonomics. Esse eu li, e adorei.

O palestrante, então, monta o painel, chamando os outros três participantes, e começam a bater-papo sobre o assunto.

Acho que deixaram o mais legal para o final.

Sabia que existe uma empresa que registra todas as estatísticas de ações de jogadores em campo? Sabia que existem empresas de Data Mining que analisam esses dados e traçam perfis e estratégias? Meu, é um mundo de coisas que são feitas com BI nos esportes em geral – e no futebol, especificamente – que você nem imagina!

A conclusão desse painel, para mim, foi o ponto mais alto de um lance que já estava lambendo a estratosfera de coisas legais: a Paula Baeta, da Analysis, pegou os dados coletados pela Footstats, do Romanini, e montou um modelo explicativo (não preditivo) para identificar que variáveis explicam a classificação de cada time na última temporada. (Não me peçam detalhes – assistam ao vídeo!)

Daí ela pegou esse modelo e saiu trocando os valores de cada métrica (eram 6: uma positiva, e 5 negativos) entre os times. Por exemplo, ela pegava a quantidade de cartões amarelos do melhor time e colocou no pior, para ver se, de acordo com o modelo, algo teria sido diferente. Ela fez isso umas três vezes, com três times. Muito legal! Se você gosta de futebol, assista, vai se divertir!

Conclusão

O mercado de BI martela “ferramenta” nas nossas orelhas o tempo todo. Todo mundo quer ferramenta.

Quando uma empresa que está no mercado há quarenta anos, que cresce anualmente sempre na faixa dos dois dígitos, vem a público contar as suas histórias, pode ter certeza que vamos ter uma chance de aprender coisas novas. Descartada a parte comercial, que está ali para vender o produto, a parte de negócio, mesmo pequena ainda é extremamente valiosa.

Tocar uma bola redonda, com BI, é usar os dados para impactar a lucratividade de uma organização. Assista ao vídeo, ouça a mensagem e aprenda com essas idéias. Deixe a bola quadrada para a competição selvagem do mercado de software, e abra-se para o imenso mercado, de grandes valores, que existe para quem conseguir tocar uma bola redonda no gramado do BI.

É isso. Até a semana que vem. ;-)

 

Pentaho Day 2017 – BI E.V.A.

Neste exato momento estou assistindo a uma palestra do Pentaho Day 2017, ao qual eu tive a honra de ser convidado como palestrante. Minha palestra foi ontem, dia 11/5/17, e chamava-se BI E.V.A. – Enxuto, Valioso, Ágil. Ela teve uma recepção muito boa, acima do que eu esperava, e estou muito feliz de ter podido proporcionar aos participantes algo que eles tenham gostado.

Neste link você pode baixar um PDF das notas, que traz os slides e todos os comentários que eu “fiz”.

BI E.V.A.

O clipe do começo pode ser assistido neste link, para o Youtube. É o videoclipe Houdini, do Foster The People.

Foster The People – Houdini.

Eu estava salvando minhas (poucas) idéias para o Pentaho Day 2017. Agora que passou, voltarei a postar com mais frequência, focando justamente os temas de valor, agilidade e lean em BI.

É bom estar de volta. :-)

Coletânea GeekBI 2016 a Caminho & Pesquisa

Quem ouviu as notícias do final do dia, hoje, talvez tenha ficado sabendo que as nuvens sobre São Paulo tiveram um episódio de… piriri hídrico, digamos assim, por falta de um termo mais educado, parando a cidade, inundando tudo. Resultado? Sentei para escrever o post de hoje e são 22:22.

Ohhh, a hora mais legal do dia!

Enfim, não deu para terminar o post que eu comecei para hoje. Para não desperdiçar sua viagem até aqui, que tal responder uma pesquisa rápida? ;-)

Conte-me Tudo, Não me Esconda Nada

O tema do post desta semana era (e vai ser, semana que vem) a transformação do acrônimo BI em algo diferente do que ele designava quando foi criado, na década de 50 e a minha resistência em aderir a essa… evolução.

Por isso, já que eu não consegui terminá-lo hoje, queria saber, eu pouquíssimas palavras, o que você acha?

Dá para escolher até duas respostas, se você achar uma só limitante demais.

Mantenha seu cadastro em dia

Eu sempre quis dizer isso, hehe.

O livro com a coletânea dos posts de 2016 já está na Amazon, e vou lançá-lo. Como eu prometi, meus leitores terão um descontaço (de graça!) para levá-lo, mas para isso eu preciso me comunicar diretamente com eles – com você. Como eu vou usar uma ferramenta de mala-direta para fazer esse (e outros) contato, precisarei confirmar os dados de vocês.

Você, que fez o cadastro no blog, vai receber um e-mail para confirmar esses dados. Se você preferir saber das novidades apenas pelo aviso-padrão do WordPress (a ferramenta que gerencia o blog), basta ignorar o contato.

Quem confirmar vai ficar em uma lista prioritária, e ser avisado antes de todos.

Estou tentando, mas reescrevi esse trecho dez vezes e ainda estou parecendo/me sentindo uma propaganda da Polishop… Desculpa aí, ó.

Dica: se você comprou o livro Pentaho na Prática, e atualizou, não deixe de ler o final, depois da biografia!!

Finalmente, se você se cadastrou como um outro blog, considere adicionar seu e-mail também, já que eu não consigo contatá-los apenas por esse vínculo.

Por hoje é só isso mesmo. Até semana que vem! :-)

A Nuvem Negra

Acabaram-se as férias! De volta ao trabalho!

Eu estava lendo um clássico de SciFi chamado The Black Cloud – sim, é daí que eu tirei o nome do post.

Este é uma daquelas histórias que deram a fama ao gênero: com cientistas e perigos intergalácticos, mas contada do ponto de vista da Humanidade, tal como nós a conhecemos. Eis um resumo: em 1963, um estudante de Astronomia detecta uma anomalia no céu [setentrional][setentrional_bitly]. Descobre-se, mais tarde, que essa “anomalia” é uma gigantesca nuvem de gás interestelar, deslocando-se a mais de 100 km/s (cem kilômetros por segundo! Conte 1… cem kilômetros!) em direção ao Sol. Essa nuvem provoca uma violenta catástrofe por aqui e, por muita, muita sorte, não destrói a Terra de uma vez. (Não vou dar spoiler! Leia, é do balacobado!)

Boa Ciência

Pouco depois do começo da história é formado um time de cientistas (físicos em sua imensa maioria) para estudar a Nuvem, a fim de orientar as decisões dos governos do mundo face à novidade. Eles prevêem um certo cenário, mas ele não acontece. Daí outro, e também a coisa não se passa como esperado, e mais um, e outro… Ou seja, erram um monte, pois a tal da Nuvem comportava-se de maneira “errada”. A certa altura, discutindo como interpretar um certo fenômeno impossível (mais um…), um dos cientistas solta o comentário:

Russo rosna...
Russo rosna…

Tradução “limpa”:

“Porcaria de Ciência ruim!”, rosnou Alexandrov. “Obter correlação após fato, Ciência de porcaria. Ciência só prever.”

Alxenadrov, como o nome sugere, é um russo, e por isso ele tem essa forma de expressão… crua, digamos assim. Ao “exclamar” esse comentário, ele contestava o debate, dizendo que adiantava nada achar uma explicação para os fatos. Se quisessem mesmo entender o que está acontecendo na Nuvem, era preciso testar essa explicação: se ela for capaz de prever o comportamento da Nuvem – que é o que mais interessava à eles – então você fez boa Ciência, gerou conhecimento e progrediu. Caso contrário, é uma explicação furada ou imperfeita e precisa ser revista ou melhorada.

Fazer o contrário, adotar uma explicação pós-fato e confiar nela porque explicou o que aconteceu, é o mesmo que apostar numa corrida de cavalos que já acabou (falam exatamente isso para explicar os termos do Alexandrov para as personagens não-cientistas.) Vem daí o “bloody science” do russo, que a educação manda traduzir por porcaria, mas que é melhor representada por outra palavra, também começada com P. :-)

E o que isso tem a ver com BI? Por que esse assunto tão nada a ver logo no começo do ano?

Já, já chego nisso. Antes, uma pequena revisão.

Inteligência de Negócios

No post Paz, Afinal III, eu defini BI pela última vez na minha vida com essa frase:


Inteligência de Negócios é a disciplina de busca da compreensão dos negócios de uma organização mediante a aplicação do Método Científico.


Revendo, acho dá para simplificar:


BI é o uso do Método Científico por uma organização para melhorar sua administração.


Daí, seguindo nesta trilha, no post Full Metal BI Itch eu desenvolvi o argumento de como a aplicação do Método Científico aos dados de uma empresa produzem valor. Eis o trecho relevante:


(…) E se você pudesse voltar um ano? O que faria? Mandaria alguém embora? Cancelaria uma venda ou faria mais pedidos de matéria-prima? Ou faria tudo igual, de novo?

Você há de concordar comigo que, se pudesse mesmo voltar um ano, muito provavelmente faria alguma coisa diferente. Duvido que você não tenha um único arrependimento sequer. Não? Mesmo? E o dólar?

(…) Se pudesse voltar um ano, saberia quando comprar e vender moeda estrangeira e faria uma grana fácil!

Curiosamente, esse poder de “prever o futuro” existe hoje, mas raros usam-no. Quem dá a uma empresa o poder de prever o futuro é justamente Data Mining, em particular, e Inteligência de Negócios, em geral!

Claro que não é possível prever, com exatidão, o valor que o dólar vai ter amanhã, ou semana que vem, ou… Não se trata disso. Se trata de, sabendo como um negócio funciona, bolar uma equação matemática – um modelo matemático – que ajude a calcular as chances de determinadas situações acontecerem.

Daí, baseados nesse modelo, que é a informação tirada dos dados, podemos tomar decisões com chances melhors de sucesso. Evidentemente não é uma decisão garantida, mas entre optar por um caminho ao invés de outro por pura intuição, ou fazer uma escolha embasado no que já aconteceu, obviamente preferimos apostar no que já vimos acontecer. (…)


Resumindo: BI é a aplicação do Método Científico para, a partir da observação de eventos passados, tentar prever (=tomar a melhor decisão) o que vai acontecer.

BI & Ciência

Acho que a relação entre a exclamação do Alexandrov e BI ficou evidente: são a mesma coisa.

Para que iríamos querer olhar os dados que já são passado? Apenas para explicar porque algo aconteceu como aconteceu? Seria muito estéril aplicar tanto esforço por um consolo intelectual.


Ah, fracassamos porque nossa taxa de falhas nos itens da linha de produção número um eram superiores a 1 em 10.000… Que peninha…


Claro que não é para entender, só entender! É para entender o quê levou as coisas a serem como foram, e então evitar que o mesmo problema se repita! Ou que as mesmas oportunidades sejam perdidas! Ou, ou, ou…

Alexandrov colocou de uma forma muito simples, clara e, bom, elegante (numa forma russa de ser, hehe) de se explicar o propósito do ramo da Inteligência de Negócios: fazer boa Ciência (com os dados da empresa!)

Uma Nuvem Negra

Na história, a certa altura, a Terra começa superaquecer (levando à morte milhões de pessoas) porque a Nuvem refletia o Sol e, ao chegar mais perto, mandava mais calor para a Terra.

Depois, quando a nuvem chega, ela obscurece o Sol, e a Terra cai em um inverno profundo, intenso, no qual outros milhões morrem.

IMHO, esses trechos da história também ecoam a realidade da indústria de BI.

Visto de longe, chegando, toda tecnologia associada ao jargão Business Intelligence, parece brilhar com luz própria, anunciando um futuro iluminado, onde nenhuma sombra será vista pairando sobre nosso conhecimento! A chegada das ferramentas de BI na sua organização trará uma nova era de conhecimento, rico e valioso conhecimento!

… Até que tudo é instalado e posto a funcionar e, pouco tempo depois, em muitos dos casos, tudo não parece mais tão claro. Não vou querer esticar esse paralelo ao ponto de dizer que todo projeto de BI acaba em mortes de milhões de inocentes, mas sim, quem já passou por um projeto desses sabe que o mundo real acaba sendo mais sombrio e complicado que a expectativa.

Se já é difícil fazer boa Ciência, imagine em um ambiente que não permite experimentos, como uma empresa.

O truque – que, me parece, cada um precisa aprender sozinho – é saber navegar o dia-a-dia da organização, atingindo expectativas, com um olho no futuro e outro no passado. Até mesmo por isso é que BI é um apoio para a estratégia da empresa. (O que me leva mais uma vez ao argumento contra BI em tempo real. Mas estou digredindo, vamos voltar.)

Bloody Conclusion

Ah, ano novo! Tantos clichês, tão pouco espaço… :-)

Eu queria que o primeiro post do ano trouxesse algo mais fundamental, mais na raiz do sucesso de projetos de BI, seja você da área de negócios ou TI. E, sucesso, é ajudar a organização a crescer e se manter.

BI é valioso. BI cria valor para a organização, e por valor eu quero dizer dinheiro, seja aumentando o faturamento, seja reduzindo custos ou melhorando a produtividade.

Se você quer que sua organização viceje e floresça, então você precisa aplicar o que os dados ensinam. A cultura de BI que experimentamos hoje, tal qual uma nuvem, suaviza os contornos da realidade e dá muita relevância às ferramentas, tendendo a deixar de lado o aspecto científico (=do conhecimento.), que é justamente o como as análises criam valor. E o mais complicado dessa situação é que ela não é óbvia. É preciso dar um passo para trás e tentar ver a bloody big picture para apreender como o conhecimento gerado pela análise de dados está sendo reinjetado na empresa, para melhorar seus resultados.

Quando aplicam-se conclusões que explicaram o passado, mas não foram testadas contra o futuro, BI falha em criar valor e, não raro, pode destruir valor na organização. Esse é o cuidado que temos que ter. Esforce-se em aprender a transformar o conhecimento em valor, através do estudo dos dados.

Isso, bloody comrade, é que é bloody BI. Bloody 2017 para todos nós! :-)

Vaga Pentaho Jan/2017

Isso é que é começar bem o ano!

  • Consultor Pentaho Experiência em conceitos de BI e modelagem dimensional para Data Warehouse;
  • Conhecimento avançado na linguagem SQL com foco em MySQL (versão 5.6 ou superior);
  • Experiência com a suíte completa do Pentaho sendo elas: Pentaho BA Server (versão 5 ou superior);
  • Pentaho Data Integration (versão 4 ou superior);
  • Pentaho Report Designer (versão 5 ou superior);
  • Modelagem de cubos no Mondrian (versão 3 ou superior);
  • Inglês avançado (Leitura e Escrita)

Intessados podem entrar em contato com Letícia Coelho em leticia ponto coelho arroba deal ponto com ponto br.

Feliz Ano Novo!

Engraçado como nosso cérebro roda em círculos, não? Eu pelejei, pelejei, mas não consegui imaginar nenhum nome melhor para este post. Logo, decidi transformar o último post do ano em uma tradição, no qual eu fecho o ano corrente e penso sobre o próximo, e chamá-lo sempre de feliz ano novo.


Quem me acompanha sabe, eu sou pregu… prático. :-) Não consigo inventar nada melhor? Então transformarei minha falta de criatividade em tradição. :-D Né não, Lavosier?


Sacudida

Já basta de preguiça com o título do post. Por isso eu usei “sacudida” ao invés do clássico “balanço”. (Nossa, tá piorando rápido!)

Foi um ano bem variado: teve de Data Vault a painéis, passando por ferramentas e técnicas. Queria ter feito mais, como testar bancos colunares com mais detalhe e estudar pré-agregações, mas estou satisfeito com este resultado.

Foi um ano, também, de interação maior com vocês, meus leitores. Isso é o que mais me animou, o que me supriu de motivação quando eu estava sem idéias.


Obrigado de novo. ;-)


Eu também botei um pé em dois assuntos nos quais eu, definitivamente, ainda sou um novato: BigData e Data Lake. Espero ter contribuído comentários relevantes tanto do ponto de vista concreto, ou seja, para quem precisa se envolver no assunto, como do ponto de vista filosófico, indicando os aspectos que me parecem comerciais de mais e valiosos de menos para os clientes e usuários desse tipo de projeto.

E uma das coisas que eu mais gostei: a palestra na FATEC. Só aquilo já teria feito deste um ano excepcional para mim. Obrigado à Profa. Célia , da FATEC Tiradentes, e ao Prof. Josenyr Santos, da FATEC Zona Sul. Fizeram um menino feliz. ;-)

Aprendendo a Pensar Fora da Caixa

Graças a uma maior “convivência virtual” com próceres do gabarito de Jorge “Kotick” Audy, Arthur Luz’s Data Light e o impagável Rafael Piton, acabei me abrindo para as sobreposições entre BI e toda paisagem de técnicas e filosofias ágeis, novas tecnologias de bancos de dados e formas de se fazer a coisa, e uma visão do mercado profissional de BI – respectivamente.

Vale a pena destacar alguns pontos:

  • Audy: consegui conhecê-lo pessoalmente (!!!) e ainda participei de um dos seus lendários eventos. Não tem muito o que falar: gigante em pessoa, um coração imenso, profissional refinado, profundo, experiente etc. etc. etc. Hoje ele é O cara de Ágil e inovação no Brasil – LEIA-O!! :-)
  • Arthur: uma alma de professor com estilo de um cronista. Um cara que eu leio para ver o que a Microsoft está fazendo – gostem ou não, eles investem em novidades e é imperioso saber para onde estão indo! – e para aprender como se conduz um trabalho completo e bem-feito. Ele tem séries sobre diversos temas da área. Claro que interessa mais a quem vive no mundo Microsoft, mas o estilo dele é leve e gostoso de ler e sempre acaba sobrando algo para todo mundo. Este post, por exemplo, que conta sobre as novidades de uma release do MS SQL Server 2016,  é um desbunde de minúcias, velocidade e abrangência;
  • Piton: um cara que não fala sem embutir valor. Ele usa um bordão muito parecido com o meu – ele fala BI é conceito, não é ferramenta, enquanto que eu digo BI é solução, não é ferramenta – e sempre traz ótimas dicas. Não deixe de ver o vídeo dele sobre como achar centenas de vagas. É VERDADE! Ele mostra um site que eu não conhecia, mas que não vou colocar aqui para pagar o devido tributo ao trabalho dele. Passem lá, deixem um like e naveguem para o link indicado. E assinem a newsletter dele, é bem bacana. ;-)

Preparar, Apontar, Escrever!

E agora? Para Onde?

  • Beltrano S/A, v2.0: consegui organizar as idéias e planejar meus próximos livros sobre Pentaho. O primeiro passo desses novos projetos será redesenhar a base usada no Pentaho na Prática, com processo de carga parametrizado para criar um número arbitrário de linhas, e assim conseguir bases de qualquer tamanhho – milhares, milhões, bilhões de registros – que vão servir para ir mais longe em exercícios de otimização e performance no Pentaho. O projeto continua livre e vou postar as novidades conforme aparecerem;
  • Hadoop: passou da hora de eu escrever algo mais técnico sobre ele. A tecnologia está madura e acredito que agora tenho algumas idéias sobre como posso agregar valor à comunidade. Veremos se eu dou conta;
  • Bancos Colunares: usando o Beltrano 2.0, vou tentar montar um laboratório de dezenas e centenas de milhões de linhas. É o trabalho que eu mais quero fazer!
  • memcached e Hazelcast: Na sequência de grandes volumes, caches externos são obrigatórios para melhorar a performance de consultas. Ainda preciso estudar, mas tenho um amigo que meu deu boas dicas e, no mínimo, isso eu vou tentar trazer;
  • Soluções: ainda não fiquei feliz com a série Soluções Clássicas. Está muito etéreo, muito “é assim, é assado”. Vou tentar achar casos de soluções de BI no mundo real e mostrar aqui.

Mas isso é só uma parte. Instigado por posts como este fantástico Aula de BI, eu vou mirar também em assuntos mais abertos, conceituais e misturados:

  • BI com Ágil: como funciona um projeto assim?
  • {MVP, Design Thinking Etc.} x {BI}: traduzindo, produto cartesiano de BI com MVP, DT, Scrum, Gamefication etc. etc. etc. Quero investigar como ficam as tais soluções clássicas de BI dentro de um framework de criação de produto/valor, envolvendo tudo que eu li neste ano e o que mais aparecer. Será que dá para fazer?

    Valei-me Santo Kotick! Eu vou te alugar, mestre, esteja avisado! :-D


  • Negócios em geral: BI é sobre usar dados e agregar valor. Quero explorar essa interface toda, entre TI, negócios e conhecimento. Quero tentar fazer em BI o que o Audy faz com Ágil. Sem noção? Presunçoso? Sim, claro, porque não? Ou não seria euzinho, hehe. ;-)

Nem sei o que vai sair disso tudo, mas estou rascunhando vários posts em diversos temas. Só esperando uma próxima quarta-feira para saber…

Pentaho – A Nova Série

Este ano acabou representando uma pausa na minhas publicações. Eu precisei deixar o assunto quieto para as idéias maturarem, e chegou o momento de pegar firme de novo.

Sem mais delongas, com vocês minha nova série de livros de Pentaho!


Uaaah, a galera vai ao delírio,
luzes, fogos, explosões, tambores!!!…
:-D


(quem me dera…)

Enfim. ;-)

Mesmo com a (na minha opinião) excepcionalmente boa recepção do Pentaho na Prática, ele é um tijolo com quase seiscentas páginas. Se não fosse a auto-publicação, nunca teria vindo a público em sua totalidade. Isso é ruim por vários lados:

  • Obriga o leitor a levar tudo, mesmo que ele queira só um pedaço;
  • O leitor acaba pagando pelo que não quer, o que dá uma sensação de desperdício – eu sinto isso quando compro esse tipo de livro e imagino que meu leitor sofra o mesmo;
  • É praticamente impossível lançar um livro de papel deste tamanho;
  • Atualização: mesmo que algo mude em uma apenas uma das ferramentas, sem afetar as outras, o livro precisa de uma nova edição inteira. Fazer só uma parte deixaria o trabalho com uma qualidade muito ruim – começaria a parecer uma colcha de retalhos, um caça-níquel, que é o tipo de coisa que eu mais abomino. Fazer por fazer, eu prefiro não fazer.

Por esses e outros motivos eu decidi quebrar o PnP em vários livros. Por enquanto tenho três planejados, separados em função das necessidades que me parecem ser buscadas em conjunto:

  • BA Server: deve ser o primeiro, já que é o pedaço mais desatualizado do PnP. Vai ter o de praxe – instalação, configuração e uso – e mais cache externo e otimização do Mondrian, no mínimo;
  • Apresentações de Dados: como muitos já possuem DWs prontos, acredito que a próxima coisa mais útil seja mostrar coma instalar, configurar e usar as ferramentas de exploração e apresentação de dados, como o PRD, OLAP e painéis;
  • Integração de Dados: o (provavelmente) último a sair será só sobre o PDI, com tudo que eu conseguir colocar e ainda lançá-lo dentro dos próximos trinta anos. :-) Quê?! É coisa pra chuchu!!! E desta vez eu pretendo colocar clusters e bancos colunares – e Hadoop!!!

E cada um custará uma fração do preço do PnP. Acredito que isso dará mais liberdade para o leitor, que poderá investir só no que precisar. Daí, quando – e se – quiser, pode investir nos outros. E não se iludam, isso também é financeiramente mais vantajoso para mim, sem contar que é mais fácil atualizar um volume de cada vez quando ficar obsoleto.


Atenção!

Se você comprou o PnP, atualizou para a segunda edição e se inscreveu no “Livro Secreto”, então você vai poder comprar todos esses livros a um preço simbólico, e antes de todo mundo. É o mínimo que eu posso fazer para expressar minha contínua gratidão à sua coragem. ;-)

Logo depois, quem está inscrito no GeekBI, meu fiel leitor(a), será avisado e receberá um desconto especial – claro! ;-)

Mas não se preocupe se você não tem paciência pra me aguentar te torrando toda semana: como sempre, os lançamentos serão anunciados na lista Pentaho-BR, também com uma boa oferta. ;-)


Putz! Agora que eu anunciei, vou ter que entregar! Ai… kkkk

Conclusão

Já descontados os que eu não salvei, como vagas de emprego e anúncios em geral (deve dar ai uma meia-dúzia), são quase sessenta posts, escrevendo toda quarta-feira, tendo falhado apenas uma única vez. Gostaram? Foi bom para vocês também? ;-)

Eu estava decidido a não repetir a experiência, mas do nada começou a brotar idéias, assuntos e dúvidas. Então vou assumir o mesmo compromisso em 2017: um post por semana, no mínimo, com começo, meio e fim e uma proposta clara de valor para você, meu fiel leitor. Mas esteja avisado que não haverá repetição ou lugar-comum por aqui, a não ser para desmontá-lo ou desmistificá-lo. (Aaaaiii gostoso!!! Acaba, 2016!!!! kkk)

E livros!!

Últimas palavras?


Já acabou, Jéssica?


Então aqui vai:

FELIZ ANO NOVO!!!

Vejo vocês em fevereiro de 2017, bem mais sério e mais comportado que hoje, prometo. Mesmo, mesmo!

Até lá! ;-)

Feliz Natal!

E 2016 está acabando. Semana do Natal, clima de festas… Não vou fazer um post de BI, hoje. Ou melhor, não vou fazer sobre BI, em si, mas sobre as coisas boas que BI  alavancou.


Se veio atrás de BI hoje, lamento – agora só ano que vem! Mas você é bem-vindo para terminar de ler este post aqui. Ele diz respeito à você. ;-)


Ao longo destes anos eu recebi muitos comentários simpáticos e elogiosos aqui no blog e essa é uma das coisas que BI proporciona: interação entre profissionais, invariavelmente apaixonados pelo assunto. Graças a BI eu pude estender meu círculo de relacionamentos e conhecer muitas pessoas bacanas por aí.

Piegas? Claro!!! :-D

Sempre que eu venho aqui, tentar dividir o pouco conhecimento que eu consigo acumular, eu enfrento um desafio, que para mim é enorme. Eu me forço a alinhar idéias de forma clara, concisa, com começo, meio e fim, sempre garantindo um valor mínimo para meu visitante. Quero que, quando alguém ler um dos meus posts, saiba o que o espera, e que ao terminar tenha ganhado algo. Raramente eu me permiti simplesmente “copiar-e-colar” alguma coisa aqui, mas mesmo assim sempre prezei por adicionar valor ao meu leitor.

De novo, os comentários que eu recebi me sugerem que eu tenho conseguido atingir esse objetivo. Obrigado por me contarem!

Juro para vocês, toda terça-feira eu começo a surtar, entro embaixo da mesa, abraço as pernas e fico balançando, acocorado, repetindo “não vai dar, não vai dar”… Mas quando chega na quarta-feira de manhã eu já tenho uma boa idéia do que eu quero, do que vai ser o post e como escrevê-lo.

Enfrentar esse “desafio intransponível” semanal é mais uma dessas coisas que ser apaixonado por BI tem me proporcionado. Claro que é uma tortura auto-imposta, e falhar não traz nenhuma consequência. Com esse exercício eu tenho aprendido a me auto-motivar e a buscar inspiração, situações nem sempre disponíveis no meu trabalho. Neste ano todo, falhei em publicar na quarta-feira apenas uma vez.

The Year Of The Data Vault

E para fechar o singelo post de hoje – clima de Natal! êêêêhh!!! – quero destacar um comentário que recebi recentemente, por e-mail:


Em 15/12/2016 17:41, X escreveu:

Só compartilhando uma coisa bacana. Você disse sobre a automatização na criação do Data Vault e estou vivendo isso. Muito bom! Não automatizei, mas com um simples “substituir” no xml, o processo fica semi-automático.

Estou amando Data Vault. Data Vault é vida! Data Vault é amor!


Esse comentário está sendo reproduzido aqui com a autorização de X. ;-) Muito obrigado, X!

Como eu ia dizendo, eu tratei de vários temas em 2016 e tentei falar menos de ferramentas e mais de conceitos. Tratar de ferramentas, especialmente do Pentaho, que eu adoro, é divertido, mas tende a ter uma relevância menor para os visitantes, enquanto que conceitos ou experiências são úteis para mais gente e permanecem válidos por mais tempo. Por isso eu acabei falando bastante sobre Data Vault, que tem muito ainda a ser explorado tanto em termos concretos quanto conceituais. E, de alguma forma, de repente, o assunto começou a ganhar tração aqui no Brasil, e o número de interessados aumentou, comparado a 2015.

Mesmo assim, a rasgação de seda acima me pegou de surpresa. Na verdade, fiquei completamente desarmado. Eu sou um cara que, quando se envolve, se apaixona pelo assunto. Eu passo a respirar, comer, vestir, beber etc. o assunto – minha esposa que o diga. E arroubos como esse eu acabo experimentando com frequência – mas ver um assunto motivar tanto alguém a ponto de declarar “Data Vault é vida! Data Vault é amor”, bom, eu caí da cadeira! :-D Esse cara é meu herói!

E essa é a coisa mais legal que escrever aqui tem trazido para minha vida. Paixão. Um canal para extravasar minha paixão pela ciência dos dados nas organizações, um lugar para exercer meu lado cientista, físico, e atingir realização profissional em um nível ímpar.

Nada disso teria a menor graça se não houvesse alguém do outro lado para ecoar, para irmanar essas realizações.

Se você não estivesse aí me aturando. ;-)

Muito obrigado por passar por aqui. Espero que você leve algo consigo e volte semana que vem para mais um pouco. Prometo que vou me esforçar para valer a pena!

Feliz Natal!!
Feliz Natal!!

Fábio de Salles
21 de Dezembro de 2016

Vaga para Consultor Pentaho

Recebi um anúncio de vaga para analista Pentaho:

  • Experiência com as ferramentas Pentaho Data Integration e Pentaho Report Designer;
  • Diferencial que o profissional conheça também as ferramentas CTools (ferramentas usadas para criação dos dashboards);
  • Experiência com a linguagem SQL com foco em uso no MySQL (imprescindível);
  • Local de trabalho: Próximo ao metrô Paraiso – SP
  • Contratação: CLT Full.

Os interessados podem contatar Letícia Coelho, no e-mail leticia ponto coelho arroba deal ponto com ponto br.

Uma Ferramenta Para Cada Caso

Há algum tempo eu recebi, na rua, este folheto:

WD-40: muito mais que só um aerosol bonitinho.
WD-40: muito mais que só um aerosol bonitinho.

Quem diria, não? Eu cresci usando WD-40 para quase tudo – de matar formigas a efeito sonoro, passando por desengripante e, claro, anti-ferrugem (o nome é uma referência a deslocamento de água, versão 40.) Mas jamais imaginei que o fabricante do WD-40 oferecia uma linha de vários outros produtos. O folheto que mostra a famosa lata aerosol, mostra também latas de diferentes quantidades do mesmo produto e frascos de coisas como “lixa líquida” e
“graxa branca” (o fim das manchas, com o mesmo poder de lubrificação? Ui! :-D )

Mas, é só lubrificação! Como pode uma única empresa, detentora de um único produto famoso, ter uma quantidade de opções??

Respondo-vos eu: e daí? O que é que tem uma coisa a ver com outra? O que é que proibe a empresa que fabrica um produto multi-uso de ter outros produtos?

Existe uma certa tendência, em TI, a pensar nos nossos produtos como coisas abrangentes, que encompassam tudo. O inglês oferece uma expressão precisa para esse sentimento: one size fits all, ou seja, um tamanho serve para todos.


Será que os softwares e hardwares são desenvolvidos nas fornalhas amaldiçoadas de Mordor?

   Three Rings for the Elven-kings under the sky,
   Seven for the Dwarf-lords in their halls of stone,
   Nine for Mortal Men doomed to die,
   One for the Dark Lord on his dark throne.
   One Ring to rule them all. One Ring to find them,
   One Ring to bring them all and in the darkness bind them.


Mas estou digredindo.

Quem acompanha meu blog sabe que eu tenho uma fixação por propagandas de produtos que prometem fazer tudo com uma só ferramenta. Não tenho problemas com empresas que se prestam a servir tudo, ou one stop shops, mas com empresas que oferecem um único produto e afirmam que ele pode fazer tudo, que ele dispensa qualquer outro complemento.

Esse tipo de mensagem prejudica o cliente, o consumidor, por um motivo muito simples: todo mundo quer ouvir que seu problema tem uma solução fácil.

Mas em TI, e principalmente em BI, não existem soluções fáceis ou óbvias ou tão simples que um mané qualquer pode construir. Se fosse verdade, não teríamos tanta evidência anedótica de projetos que deram errado, de times que ouviram o canto da sereia “one-size” e depois precisaram recolher os cacos e recomeçar.

Pensem em lubrificação: uma coisa simples, só fazer escorregar mais facilmente. Agora pensem em quantas opções de lubrificantes existem. O que gera essa variedade? O uso, os materiais envolvidos e até a dinâmica dos corpos em atrito! Ou você nunca escorregou em um piso molhado que, pisado da forma certa, oferece firmeza?

E essa variedades de opções se estende por uma infinidade de assuntos – basta pensar em alguma coisa e você vai ver que não existe essa coisa de “one ring”, para nada.

E porque continuamos buscando isso em BI? Porque ainda queremos que isso seja verdade?

Não sei, mas o fato é que não é.

Conclusão

Como dito, eu já comentei e dei aqui vários exemplos de como forçar uma ferramenta em todas as funções pode ser um grande erro. Bom, eu tive oportunidade de conhecer melhor dois produtos semana passada, Alteryx e Tableau. Adivinhem a mensagem central?


Você só precisa desses dois produtos, mais nada.


Ai, ai, esse ramo não tem jeito, mesmo. Pelo visto, sempre que um fornecedor de BI puder, ele vai tentar reduzir tudo ao mínimo. Mas o cenário talvez esteja melhorando, afinal ouvi dizer pela primeira vez (fora o SAS, que sempre ofereceu um carrilhão de opções) que precisamos de dois produtos! Um para ETL/Analytics, outro para Visual Analytics.

Bom, de qualquer maneira, o fato é que eu ainda preciso estudar mais esses produtos para poder negar a afirmação do fornecedor. Por enquanto, pelo que eu vi, de fato cobrem muita coisa e não é impossível que sejam mesmo o único produto necessário…

… se você ignorar sistema operacional, bancos de dados, diagramação, modelagem matemática etc. etc. etc.

Ai, ai. ;-)


O ano está chegando ao fim. Os próximos posts falarão sobre alguns livros interessantes que li este ano e fecharão a série de soluções clássicas, apresentando o Cálculo Atuarial. Até lá!