Feliz Ano Novo!

Engraçado como nosso cérebro roda em círculos, não? Eu pelejei, pelejei, mas não consegui imaginar nenhum nome melhor para este post. Logo, decidi transformar o último post do ano em uma tradição, no qual eu fecho o ano corrente e penso sobre o próximo, e chamá-lo sempre de feliz ano novo.


Quem me acompanha sabe, eu sou pregu… prático. :-) Não consigo inventar nada melhor? Então transformarei minha falta de criatividade em tradição. :-D Né não, Lavosier?


Sacudida

Já basta de preguiça com o título do post. Por isso eu usei “sacudida” ao invés do clássico “balanço”. (Nossa, tá piorando rápido!)

Foi um ano bem variado: teve de Data Vault a painéis, passando por ferramentas e técnicas. Queria ter feito mais, como testar bancos colunares com mais detalhe e estudar pré-agregações, mas estou satisfeito com este resultado.

Foi um ano, também, de interação maior com vocês, meus leitores. Isso é o que mais me animou, o que me supriu de motivação quando eu estava sem idéias.


Obrigado de novo. ;-)


Eu também botei um pé em dois assuntos nos quais eu, definitivamente, ainda sou um novato: BigData e Data Lake. Espero ter contribuído comentários relevantes tanto do ponto de vista concreto, ou seja, para quem precisa se envolver no assunto, como do ponto de vista filosófico, indicando os aspectos que me parecem comerciais de mais e valiosos de menos para os clientes e usuários desse tipo de projeto.

E uma das coisas que eu mais gostei: a palestra na FATEC. Só aquilo já teria feito deste um ano excepcional para mim. Obrigado à Profa. Célia , da FATEC Tiradentes, e ao Prof. Josenyr Santos, da FATEC Zona Sul. Fizeram um menino feliz. ;-)

Aprendendo a Pensar Fora da Caixa

Graças a uma maior “convivência virtual” com próceres do gabarito de Jorge “Kotick” Audy, Arthur Luz’s Data Light e o impagável Rafael Piton, acabei me abrindo para as sobreposições entre BI e toda paisagem de técnicas e filosofias ágeis, novas tecnologias de bancos de dados e formas de se fazer a coisa, e uma visão do mercado profissional de BI – respectivamente.

Vale a pena destacar alguns pontos:

  • Audy: consegui conhecê-lo pessoalmente (!!!) e ainda participei de um dos seus lendários eventos. Não tem muito o que falar: gigante em pessoa, um coração imenso, profissional refinado, profundo, experiente etc. etc. etc. Hoje ele é O cara de Ágil e inovação no Brasil – LEIA-O!! :-)
  • Arthur: uma alma de professor com estilo de um cronista. Um cara que eu leio para ver o que a Microsoft está fazendo – gostem ou não, eles investem em novidades e é imperioso saber para onde estão indo! – e para aprender como se conduz um trabalho completo e bem-feito. Ele tem séries sobre diversos temas da área. Claro que interessa mais a quem vive no mundo Microsoft, mas o estilo dele é leve e gostoso de ler e sempre acaba sobrando algo para todo mundo. Este post, por exemplo, que conta sobre as novidades de uma release do MS SQL Server 2016,  é um desbunde de minúcias, velocidade e abrangência;
  • Piton: um cara que não fala sem embutir valor. Ele usa um bordão muito parecido com o meu – ele fala BI é conceito, não é ferramenta, enquanto que eu digo BI é solução, não é ferramenta – e sempre traz ótimas dicas. Não deixe de ver o vídeo dele sobre como achar centenas de vagas. É VERDADE! Ele mostra um site que eu não conhecia, mas que não vou colocar aqui para pagar o devido tributo ao trabalho dele. Passem lá, deixem um like e naveguem para o link indicado. E assinem a newsletter dele, é bem bacana. ;-)

Preparar, Apontar, Escrever!

E agora? Para Onde?

  • Beltrano S/A, v2.0: consegui organizar as idéias e planejar meus próximos livros sobre Pentaho. O primeiro passo desses novos projetos será redesenhar a base usada no Pentaho na Prática, com processo de carga parametrizado para criar um número arbitrário de linhas, e assim conseguir bases de qualquer tamanhho – milhares, milhões, bilhões de registros – que vão servir para ir mais longe em exercícios de otimização e performance no Pentaho. O projeto continua livre e vou postar as novidades conforme aparecerem;
  • Hadoop: passou da hora de eu escrever algo mais técnico sobre ele. A tecnologia está madura e acredito que agora tenho algumas idéias sobre como posso agregar valor à comunidade. Veremos se eu dou conta;
  • Bancos Colunares: usando o Beltrano 2.0, vou tentar montar um laboratório de dezenas e centenas de milhões de linhas. É o trabalho que eu mais quero fazer!
  • memcached e Hazelcast: Na sequência de grandes volumes, caches externos são obrigatórios para melhorar a performance de consultas. Ainda preciso estudar, mas tenho um amigo que meu deu boas dicas e, no mínimo, isso eu vou tentar trazer;
  • Soluções: ainda não fiquei feliz com a série Soluções Clássicas. Está muito etéreo, muito “é assim, é assado”. Vou tentar achar casos de soluções de BI no mundo real e mostrar aqui.

Mas isso é só uma parte. Instigado por posts como este fantástico Aula de BI, eu vou mirar também em assuntos mais abertos, conceituais e misturados:

  • BI com Ágil: como funciona um projeto assim?
  • {MVP, Design Thinking Etc.} x {BI}: traduzindo, produto cartesiano de BI com MVP, DT, Scrum, Gamefication etc. etc. etc. Quero investigar como ficam as tais soluções clássicas de BI dentro de um framework de criação de produto/valor, envolvendo tudo que eu li neste ano e o que mais aparecer. Será que dá para fazer?

    Valei-me Santo Kotick! Eu vou te alugar, mestre, esteja avisado! :-D


  • Negócios em geral: BI é sobre usar dados e agregar valor. Quero explorar essa interface toda, entre TI, negócios e conhecimento. Quero tentar fazer em BI o que o Audy faz com Ágil. Sem noção? Presunçoso? Sim, claro, porque não? Ou não seria euzinho, hehe. ;-)

Nem sei o que vai sair disso tudo, mas estou rascunhando vários posts em diversos temas. Só esperando uma próxima quarta-feira para saber…

Pentaho – A Nova Série

Este ano acabou representando uma pausa na minhas publicações. Eu precisei deixar o assunto quieto para as idéias maturarem, e chegou o momento de pegar firme de novo.

Sem mais delongas, com vocês minha nova série de livros de Pentaho!


Uaaah, a galera vai ao delírio,
luzes, fogos, explosões, tambores!!!…
:-D


(quem me dera…)

Enfim. ;-)

Mesmo com a (na minha opinião) excepcionalmente boa recepção do Pentaho na Prática, ele é um tijolo com quase seiscentas páginas. Se não fosse a auto-publicação, nunca teria vindo a público em sua totalidade. Isso é ruim por vários lados:

  • Obriga o leitor a levar tudo, mesmo que ele queira só um pedaço;
  • O leitor acaba pagando pelo que não quer, o que dá uma sensação de desperdício – eu sinto isso quando compro esse tipo de livro e imagino que meu leitor sofra o mesmo;
  • É praticamente impossível lançar um livro de papel deste tamanho;
  • Atualização: mesmo que algo mude em uma apenas uma das ferramentas, sem afetar as outras, o livro precisa de uma nova edição inteira. Fazer só uma parte deixaria o trabalho com uma qualidade muito ruim – começaria a parecer uma colcha de retalhos, um caça-níquel, que é o tipo de coisa que eu mais abomino. Fazer por fazer, eu prefiro não fazer.

Por esses e outros motivos eu decidi quebrar o PnP em vários livros. Por enquanto tenho três planejados, separados em função das necessidades que me parecem ser buscadas em conjunto:

  • BA Server: deve ser o primeiro, já que é o pedaço mais desatualizado do PnP. Vai ter o de praxe – instalação, configuração e uso – e mais cache externo e otimização do Mondrian, no mínimo;
  • Apresentações de Dados: como muitos já possuem DWs prontos, acredito que a próxima coisa mais útil seja mostrar coma instalar, configurar e usar as ferramentas de exploração e apresentação de dados, como o PRD, OLAP e painéis;
  • Integração de Dados: o (provavelmente) último a sair será só sobre o PDI, com tudo que eu conseguir colocar e ainda lançá-lo dentro dos próximos trinta anos. :-) Quê?! É coisa pra chuchu!!! E desta vez eu pretendo colocar clusters e bancos colunares – e Hadoop!!!

E cada um custará uma fração do preço do PnP. Acredito que isso dará mais liberdade para o leitor, que poderá investir só no que precisar. Daí, quando – e se – quiser, pode investir nos outros. E não se iludam, isso também é financeiramente mais vantajoso para mim, sem contar que é mais fácil atualizar um volume de cada vez quando ficar obsoleto.


Atenção!

Se você comprou o PnP, atualizou para a segunda edição e se inscreveu no “Livro Secreto”, então você vai poder comprar todos esses livros a um preço simbólico, e antes de todo mundo. É o mínimo que eu posso fazer para expressar minha contínua gratidão à sua coragem. ;-)

Logo depois, quem está inscrito no GeekBI, meu fiel leitor(a), será avisado e receberá um desconto especial – claro! ;-)

Mas não se preocupe se você não tem paciência pra me aguentar te torrando toda semana: como sempre, os lançamentos serão anunciados na lista Pentaho-BR, também com uma boa oferta. ;-)


Putz! Agora que eu anunciei, vou ter que entregar! Ai… kkkk

Conclusão

Já descontados os que eu não salvei, como vagas de emprego e anúncios em geral (deve dar ai uma meia-dúzia), são quase sessenta posts, escrevendo toda quarta-feira, tendo falhado apenas uma única vez. Gostaram? Foi bom para vocês também? ;-)

Eu estava decidido a não repetir a experiência, mas do nada começou a brotar idéias, assuntos e dúvidas. Então vou assumir o mesmo compromisso em 2017: um post por semana, no mínimo, com começo, meio e fim e uma proposta clara de valor para você, meu fiel leitor. Mas esteja avisado que não haverá repetição ou lugar-comum por aqui, a não ser para desmontá-lo ou desmistificá-lo. (Aaaaiii gostoso!!! Acaba, 2016!!!! kkk)

E livros!!

Últimas palavras?


Já acabou, Jéssica?


Então aqui vai:

FELIZ ANO NOVO!!!

Vejo vocês em fevereiro de 2017, bem mais sério e mais comportado que hoje, prometo. Mesmo, mesmo!

Até lá! ;-)

Novo Plugin Pentaho BA Server: Self Service BI

Semana passada, precisamente dia 21 de janeiro de 2016, meu grande amigo Gerson Tessler me ligou. “Cara”, ele veio falando, “você viu o plugin de self-service BI da SPEC INDIA?”

Eu tinha visto os dois até, para ser sincero, mas ainda não havia testado nenhum:

Os dois plugins da SPEC INDIA no Marketplace.
Os dois plugins da SPEC INDIA no Marketplace.

“Instala e me liga!” Ok, Gerson, fica frio, eu vou instalar. Que agitação, só um plugin…

Uau.

A primeira coisa que nós pensamos foi “deve ter uma licença limitada, que expira e depois precisa pagar para continuar usando”, ou então que tinha alguma pegadinha. Não era razoável supor que fosse gratuito, na boa, sem “letras miúdas” na licença.

O Self Service BI Plugin, da SPEC INDIA, é um editor de dashboards para o BA Server que imita o Dashboard Designer da versão enterprise do Pentaho. Sua qualidade mais notável é dispensar (quase) completamente qualquer tipo de conhecimento baixo nível para começar a usá-lo. Por exemplo, eu levei menos de 20 minutos entre instalar o plugin, fuçar um pouco e criar esse painel:

Meu primeiro painel com o plugin: facilidade análoga à versão enterprise.
Meu primeiro painel com o plugin: facilidade análoga à versão enterprise.

Em resumo:

  • Crie consultas OLAP com o Saiku, e salve-as;
  • Crie um novo pinboard acessando o novo menu Self Service BI. Pinboard é a gíria da SPEC INDIA para dashboards;
  • Usando a engrenagem no canto esquerdo superior do novo pinboard, defina o layout dos quadros do painel;
  • Em cada painel clique no ícone de lápis e selecione as consultas Saiku. Escolha o tipo de gráfico e salve;
  • Depois… mais nada, era só isso mesmo.

O resultado é um painel estático, mas mesmo assim, para quem, como eu, ainda não é fera em CSS e HTML, é um feito e tanto! E o plugin oferece muito mais recursos que só isso: prompts, gráficos independentes, parâmetros, consultas SQL etc. etc. Você também pode criar um pin individual e salvá-lo, para reaproveitar em outros pinboards. Na boa, é um avanço e tanto para a comunidade de usuários do Pentaho! É injusto comparar o trabalho deles com outros da comunidade, até porque o deles só foi possível graças aos esforços de muitos outros grandes personagens da comunidade, mas com certeza a SPEC INDIA estabeleceu um novo marco na história do Pentaho. É uma boa notícia saber que eles são parceiros da Pentaho!

Mas nem tudo são rosas – ou eram. O Gerson me procurara não só para mostrar como esse plugin era legal, mas também porque estava dando pau: os pinboards salvos não estavam abrindo. Conseguíamos criar um novo painel, configurá-lo bonitinho, mas ao gravá-lo algo acontecia e não dava mais para abrir o painel nem para editar, nem para rodar. Bug chaaato…

Bom, eu fiz o que qualquer cara sem noção faria: acessei o site deles, achei o botão “contact us” e mandei um e-mail, perguntando educadamente como eu poderia conseguir suporte. A resposta foi tri-bacana:

Ketul Sheth é um cara de ação.
Ketul Sheth é um cara de ação.

Sendo um sujeito dolorosamente franco, eu expliquei à ele que não daria para fazermos negócio:

A voz da verdade nunca fez caridade. Grande Barão Vermelho!
A voz da verdade nunca fez caridade. Grande Barão Vermelho!

E não é que o Ketul é mesmo um homem de ação?

Ele sugeriu um WebEx dia 25, que eu recusei porque era feriado em São Paulo, e sugeri o dia seguinte, 26/jan. Não deu: era feriado na Índia (Dia da República Indiana!) Acabou ficando para quarta-feira, 28 de janeiro, 8H30min em São Paulo, 16H30min na Índia.

Montamos o WebEx e a primeira pergunta que eu fiz, depois de agradecer profusamente, foi: porquê? Por quê criaram esse plugin? Uso interno? Vão vender?


“Nós vimos que, das opções livres atualmente à disposição, nenhuma era tão fácil de usar quanto o Dashboard Designer (enterprise), e resolvemos contribuir com a comunidade oferecendo esse plugin.”


:-O

Eles vão usar o plugin para entregar os próprios projetos e tal, o Ketul falou, mas a meta é mesmo entregar um novo plugin para a comunidade Pentaho.

Passado o choque, caímos no trabalho. Compartilhei minha tela com eles que – A MEIO MUNDO DE DISTÂNCIA, DA ÍNDIA – assumiram o controle e fizeram alguns testes. Ao final, salvaram um pinboard, que eu exportei do BA Server e mandei por e-mail para eles. Isso foi quarta-feira de manhã. Ontem, quinta-feira dia 28/01/2015, antes do meio-dia aqui no Brasil (quase 20H00min na Índia), veio este e-mail:

Hey, man! All done, man! Try it again!
Hey, man! All done, man! Try it again!

Arre égua! Duplo arre égua! Subimos o servidor novamente, atualizamos o plugin diretamente no Marketplace, rebootamos o BA Server e voi-là! Funcionou!

3.1 E Agora?

Eu sugeriria, a vocês que apreciaram o esforço deles, que instalem e testem esse plugin no seu BA Server. Se não pela curiosidade, então para não deixar de conhecer um excelente produto. Lembrem-se apenas que é uma das primeiras versões, e novos bugs ou problemas podem aparecer.

Se tudo der certo, por favor, visitem a página da SPEC INDIA e deixem-lhes uma notinha de incentivo, ou comentário de agradecimento ou pura e simplesmente um breve reconhecimento do trabalho deles. Se você não sabe inglês, não se grile: escreva em português mesmo e cole este link no começo da sua resposta https://bit.ly/1Trd9hM. É um post em inglês, aqui no blog, explicando que eles receberam uma nota de gratidão de alguém da comunidade brasileira de Pentaho.

Aqui tem dois vídeos para ajudá-los a testar o plugin:

Guys, keep the excelente job! We own you one! :-D

Latinoware 2015 – Eu Vou!

Ora, quem diria, eu fui convidado à participar da Latinoware 2015! :-)

Meu perfil no site da Latinoware. Preciso melhorar essa foto...
Meu perfil no site da Latinoware. Preciso melhorar essa foto…

Minha palestra será “Inteligência Institucional para o Governo Digital”:

Minha palestra na grade: 10H00min @ 15/10/15.
Minha palestra na grade: 10H00min @ 15/10/15.

Eu vou mostrar como as tecnologias atuais – com 100% de Software Livre – habilitam a construção de um Armazém de Dados de proporções continentais. Por falta de nome melhor ele chama-se Armazém de Dados Governamental (ADG ou GDW) e pode ser construído para qualquer esfera de poder: municipal, estadual ou federal.

Consegue imaginar 27 ADGs estaduais integrados? É como construir a Matriz: vai estar tudo lá dentro!!

Semana que vem, dia 15/10/2015 às 11H00min (logo após a palestra), a apresentação estará disponível em PDF aqui no blog.

Vejo vocês por lá!

Pentaho Day 2015: Eu Vou!

LogoPentahoDay2015

Semana passada eu tive a honra de ser convidado pela organização do Pentaho Day 2015 para apresentar uma palestra no evento. Este ano a coordenação está sob liderança de Márcio Vieira, da Ambiente Livre, e o evento será em Curitiba, dias 15 e 16 de maio.

Ontem eu recebi a confirmação que minha proposta foi aceita:

http://www.pentahobrasil.com.br/eventos/pentahoday2015/blog/fabio-de-salles-pentaho-day/

O tema é Introdução à Inteligência de Negócios – Nadando na Sopa de Letrinhas de BI.

Você pode se inscrever através do Eventbrite – basta clicar aqui.

Nos vemos lá! :-)

ERP BI Solutions

E esse é o mundo de hoje: quando você pensa em fazer algo, alguém já fez. Conheçam ERP BI Solutions, primo do OpenBI Solutions:

ERP BI Solutions provides business intelligence solutions for popular open source ERP systems including PostBooks and XTuple ERP. Solutions are designed using data warehousing best practices and are built on best-of-breed open source BI technology giving you cost effective, innovative business intelligence.

Assim como o OpenBI Solutions oferece soluções de BI para softwares comuns (como o atual Apache) e de treinamento (Beltrano S/A), o ERP BI Solutions oferece soluções de BI com Pentaho para ERPs Open Source. A última publicação é de janeiro de 2014 e atende aos ERPs PostBooks e XTuple. Imagino que a coisa ande devagar, pois mais difícil que criar esses projetos é mantê-los em par com os respectivos ERPs.

Como Criar uma Dimensão Data

Em um Modelo Dimensional, o recurso mais valioso sem sombra de dúvida é uma boa dimensão Data. Ainda que uma estrela (um conjunto fato-dimensões) seja em si mesma um grande recurso analítico, ela é pouco útil se não agregar a capacidade de analisar os dados contra o tempo.

Kimball comenta o seguinte sobre a dimensão Data:

Kimball comenta sobre a dimensão Data.
Kimball comenta sobre a dimensão Data.

A sugestão é simples e muito prática: baixe este arquivo do site dele, copie a coluna com os INSERTs e cole num terminal SQL. Repare que, no comentário acima, ele ainda menciona a necessidade de se criar uma linha extra, com chave especial (zero?) para os fatos que ainda não tem data.

Usando o Pentaho Data Integration

No meu livro Pentaho na Prática há uma outra forma de se popular uma dimensão data, que é usando esta transformação do PDI:

Transformação para popular uma dimensão Data.
Transformação para popular uma dimensão Data.

Ela gera 10.000 linhas, a partir de 1/jan/1990, com dia da semana e mês, em inglês. Se você quiser traduzir, basta editar o conteúdo dos passos Days of week e Months. Porém, da mesma forma que a planilha do Kimball, essa transformação não cuida do registro zero – você deve inseri-lo manualmente.

Clique aqui para baixar o arquivo. Depois de descompactá-lo e abri-lo com o PDI, você precisa configurar apenas o último passo (figura abaixo: selecione uma conexão, informe o esquema se for necessário, e depois inserir o nome da tabela) e clicar no botão SQL para automagicamente criar a tabela.

Passo de saída para a transformação que popula a dimensão data.
Passo de saída para a transformação que popula a dimensão data.

Essa transformação vem na pasta de amostras do PDI 3.8. Infelizmente, as versões posteriores passaram a vir corrompidas.

Novo Livro: Pentaho na Prática

Nas listas de discussão sempre aparecem novatos perdidos, sem saber por onde começar e invariavelmente nos primeiros posts diz:

Alguém aí tem um livro, ou um tutorial, em português, para indicar?

Bom, finalmente a resposta vai ser sim! Agora existe um livro em português que ensina o Pentaho passo-a-passo!

Foi lançado hoje, dia 20/04/13, no evento Pentaho Day em Fortaleza, o livro Pentaho na Prática, o primeiro livro sobre Pentaho em português na Amazon.com.br (e em todas as outras, aliás:)

http://www.amazon.com.br/Pentaho-na-Prática-ebook/dp/B00CEQFDU0

O Livro

É uma edição Kindle, sem previsão de lançamento em papel, com 12 capítulos e vários apêndices, dedicados a ajudar o leitor a executar um projeto de BI com Pentaho de ponta-a-ponta. Ele inclui da configuração dos programas a dashboards, passando por ETL, relatórios, OLAP, metamodelos etc.

Os três autores ministraram cursos de Pentaho muitas e muitas vezes, e dão plantão no fórum nacional e internacional de Pentaho há anos. Por isso decidimos por uma abordagem que ajudasse o profissional autodidata, que tem disposição para investir no estudo da plataforma. Por isso, ao invés de documentar as principais funcionalidades da plataforma com exemplos, como é feito no grande e pioneiro Pentaho Solutions, decidimos seguir uma trilha de raciocínio, que mostra como atender as necessidades de BI de uma empresa típica, de ponta-a-ponta.

No livro você será apresentado a uma empresa fictícia que precisa ter acesso aos dados de seu sistema transacional para poder alavancar todo seu processo de decisões. A partir dessa premissa vamos mostrar como:

  • Montar rapidamente um protótipo para validação da necessidade;
  • Desenhar um Data Warehouse simples, com…
  • …o passo-a-passo para implementar um processo de ETL;
  • Entregar relatórios pré-fabricados, adhoc e cubos OLAP;
  • E montar um dashboard com CDE.

Isso tudo com instruções detalhadas e testadas, em etapas ricamente ilustradas (eu sempre quis dizer isso :-) .)

O que é isso, Companheiro?

O livro mostra como fazer muita coisa, mas para isso precisa de muita coisa também. Precisa de scripts, bases de dados de exemplos, instalação e configuração de programas acessórios como Java e Postgres etc. Daria para encher outro livro só com os assuntos paralelos.

Para melhorar a experiência de nosso leitor, criamos um site companheiro (do inglês companion site) que já vai trazer o máximo possível de coisas prontas.

No Prelo

Este é um trabalho em finalização, que foi lançado sem todos os capítulos para aproveitar o Pentaho Day que rolou hoje. Quem comprar um exemplar do PnP de hoje até a data de disponibilização da edição completa, 01/07/13, vai receber a atualização sem nenhum custo extra.

Até lá, quem tiver curiosidade de saber como o livro é, pode baixar esta versão de degustação do capítulo 3. A versão final deste capítulo terá ainda o passo-a-passo para traduzir o BI Server, configurar logs e mais algumas coisas.

Dream Team

Esse livro é filho de Fábio de Salles, este que vos fala, de Caio Moreno de Souza, nosso querido Prof. Coruja, e Cesar Domingos, um grande amigo, que eu conheci quando ele ainda trabalhava na IBM do Software Livre, a 4Linux. São dois caras bacanas, gente finíssima e que já quebraram muita pedra com o Pentaho.

Depois de algum tempo ministrando o curso de BI com Pentaho que eu havia criado para a 4Linux, eu pensei em escrever um livro – afinal, já tinha plantado uma árvore e estava no segundo filho. Na verdade, eu já não me lembro mais, mas eu acredito que a idéia do livro veio mesmo foi do Cesar.

O fato é que eu discuti a idéia com ele, que me deu o incentivo fundamental para eu criar coragem de começar o livro. Imagine, justo eu que sabia tão pouco, escrever um livro com coisas óbvias… No final das contas ele me apresentou a uma editora, que já havia publicado livros seus. Eu não conhecia nada desse mercado, e ainda me sentia inseguro. Eu não queria estar sozinho e decidi convidar o Cesar, que sempre foi um cara inteligente e legal, para ser co-autor. Não apenas ele já tinha livros publicados, mas ele sabia coisas de Pentaho que eu não entendia muito bem, como a configuração do Tomcat e do Apache, além de uma renca de outras coisas que no final das contas fazia com que ele visse o Pentaho com olhos bem diferentes dos meus.

Fomos quicando com a editora, tentando negociar algum contrato, até que um dia eu percebi que o Caio precisava fazer parte do projeto. Eu estava coletando material e organizando os capítulos e vi que uma parcela importante do que eu pretendia colocar no papel tinha sido criada, organizada e publicada pelo Caio. Tradução, dashboards, configurações, dicas, macetes etc. etc. etc. O Caio já era parte do livro, de um jeito ou de outro. E trabalhar com ele, quem já trabalhou, sabe, é empolgante. Eu não tive dúvidas: conversei como Cesar e topamos convidar o Caio para se juntar a nós.

Mais do que uma marca na minha vida profissional, mais que uma realização pessoal, trabalhar no livro precisava ser, acima de tudo, uma coisa divertida, motivadora, empolgante, e o Caio e o Cesar eram a parte que faltava. Não esperamos ganhar dinheiro com o livro – afinal, vivemos no Brasil – mas uma coisa nós buscamos e já conseguimos: estamos nos divertindo horrores!! :-)

Espero que vocês gostem. ;-)

Adendo

Estamos desativando o plugin que bloqueava o site companheiro antes do lançamento. Até vocês podem acessar os scripts nestes links:

BI Server 3.10 CE é 99% igual à EE!

Quer dizer, quase tudo.

Foi assim: eu estava traduzindo a interface da 3.10 para português – nem toda ela vem pronta “de fábrica” – e precisei debugar algumas páginas, scripts etc. No meio do script launch.jsp eu encontrei o seguinte:

hasAnalyzer = pluginManager.getRegisteredPlugins().contains(“analyzer”);
hasIteractiveReporting = pluginManager.getRegisteredPlugins().contains(“pentaho-interactive-reporting”);
hasDashboards = pluginManager.getRegisteredPlugins().contains(“dashboards”);

isCE = !hasAnalyzer && !hasIteractiveReporting && !hasDashboards;

Eu olhei aquilo mas não entendi, de cara, a implicação da última igualdade. Assim que meu cérebro entendeu o código como uma frase em inglês, fez sentido: éCE = NÃO (Tem Analyzer) E NÃO (Tem IR) E NÃO(Tem Dashboards).

Isso mesmo: o BI Server É Community Edition se NÃO TEM (plugins da EE.) Leia ao contrário: se o BI Server não tem plugins da EE, então ele é CE. A única diferença – APARENTEMENTE!!! – entre as duas versões 3.10 é a existência dos plugins de visualização de dados! Engine, arquitetura etc. aparentemente é o mesmo. Talvez tenha alguma classe a mais, algum outro componente liberado (como clusterização, sei lá), mas ainda continua sendo praticamente o mesmo produto.

Para aqueles que sempre disseram que a Pentaho tem dois produtos, um CE e um EE, fica aqui a dica: eu nunca vi evidência que suportasse essa presunção. Muito pelo contrário. Eu acabei de achar uma evidência que suporta o que eu sempre disse: a única diferença entre os BI Servers são as coisas “a mais” que a Pentaho põe, mas nada a menos.

E só para constar: eu tive oportunidade de conversar com um engenheiro da Pentaho em maio deste ano, e perguntei isso a ele. A resposta dele bate com o que eu pus aqui: exceto por um ou outro plugin, e alguma facilidade maior na administração, são o mesmo produto. Mas até ai ele poderia estar vendendo o peixe da empresa.

Sabe, eu bem que podia bater o binário dos dois… Tipo, o compilado. Dá para fazer sem virar um inferno…

Hmm…