Bill Inmon advoga o conceito de Fábrica de Informações Corporativas, ou CIF:

Corporate Information Factory (2001) por Bill Inmon.
Corporate Information Factory (2001) por Bill Inmon.

A idéia toda faz muito sentido: uma equipe dedicada a manter um DW corporativo, que tem como tarefas manter a ingestão de dados em dia, enquanto produz os Data Marts necessários para cada demanda interna. O conceito de BICC, ou Centro de Competências de BI, segue na mesma direção. Pelo que eu entendi dos dois, o BICC dá atenção às formas de apresentar e explorar os dados, e não apenas de coletar e disponibilizar os dados. Eventualmente é o BICC que recebe projetos de Data Mining.

No post anterior eu elaborava sobre a dificuldade que às vezes tenho em explicar o que é o produto de um projeto de Data Mining. No meio de uma dessas reuniões em os executivos questionam “o que é o produto”, eu saí com essa:


Veja, depois que você construir a infraestrutura para implementar um modelo, qualquer novo modelo pode ser implementado nesta mesma infraestrutura. No máximo com mudanças de softwares. Podemos até falar uma buzzword, porque todo mundo adora buzzwords: Data Mining as a Service. Olha só, dá até para falar que o produto é de mais – DMaaS!


Mesmo para um piadista infame como eu, esse deve ter sido um novo “fundo”, hehe.

Oi, nosso produto é DMaaS! Compre!(Deu para ouvir a gritaria histérica daqui…)

DMaaS

Apesar do trocadilho infeliz, a idéia tem muito sentido:

  • Um modelo permite construir um algoritmo, para tomada de decisão automática;
  • Como todo modelo, passamos algumas variáveis para o algoritmo e recebemos de volta um resultado, que pode ser um escalar (número puro), um vetor (array) ou mesmo um texto qualitativo – “comprar”, “alto risco” etc.
  • O algoritmo, em si, é algo leve, uma fórmula construída com Java, PDI ou C++. Claro que pode ser uma conta pesada, mas mesmo assim não é o mesmo que rodar uma regressão o tempo todo, mas apenas “calcular o próximo ponto da reta”;
  • Uma forma de implementar a chamada é colocar o algoritmo como uma subrotina dentro do sistema transacional que vai consumir a decisão;
  • Outra é justamente como um webservice.

Podemos montar os algoritmos como webservice! Como um serviço! Data Mining Como Um Serviço! :-O

Esse foi o percurso que meus neurônios queimaram até o infame DMaaS. Imagine só: basta incluir um sinalizador nos painéis do SugarCRM, um sinalizador – Risco de Churn! – alimentado por um valor, puxado de uma chamada HTTP que leva os parâmetros! Integração rápida, limpa e fácil! E não estamos limitados a nada: do SAP ao Zabbix, do Asterisk a qualquer sistema doméstico, interno ou externo – qualquer coisa!

E o que é preciso? Saber fazer Data Mining – só!

Bom, já sabem, né? Se vierem com Data Mining as a Service por aí, lembre-se: você viu primeiro no Geek BI! :-)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s