Esta não é a parte dois da série, mas apenas um comentário no meio.

Recentemente foi lançado um livro sobre QlikView. Excelente notícia, já que conhecimento destilado é o combustível do sucesso. Sendo um autor, eu valorizo ainda mais pois sei do trabalho inclemente e ingrato que é escrever um livro. Parabéns ao autor!

O que eu achei interessante, e muito pertinente na discussão em busca da resposta à pergunta “o que é DD?”, é que o site destaca um capítulo como mais importante. Veja na figura:

Conteúdo do livro sobre QlikView.
Conteúdo do livro sobre QlikView.

Viram lá, no capítulo 3? “O segredo” de um app Qlik Sense é (rufem os tambores) a carga dos dados, transformações e modelos.

Hmm… Como é? Li corretamente? O segredo está na preparação dos dados?

Estou sendo chato, eu já sabia disso. Na verdade, esse detalhe sempre foi bem propagandeado: ele usa uma ferramenta interna, tipo linguagem script, para extrair, transformar e carregar em memória os dados. O que a propaganda não reforça é a importância que isso tem: o livro Qlik for Developers explica que quanto mais arrumados os dados estiverem, melhor e mais fáceis serão os resultados.

O presente lançamento reforça isso.

Que conclusão tiramos? Ora, que se você quer explorar seus dados, faça um favor a você mesmo: invista em um DW.

“Ah, mas DW são velharias, é um conceito fracassado, dá muito trabalho e nenhum resultado etc. etc. etc.”

É mesmo? Permita-me e re-frasear: se você não tem um bom modelo de dados, cedo ou tarde vai ter que construir um – seja com uma ferramenta especialista, como ODI ou PDI, seja com uma linguagem script (ai, ai…) Não importa como: no final, são os dados que importam e são eles que terão que ser tratados. Não é a ferramenta, são os dados.

Os dados.

É isso. ;-)

5 comentários sobre “O Que É Data Discovery – Interregno

  1. Qlikview é uma ferramenta muito boa, porém como você mesmo mencionou é sempre bom construir um modelo de DW, apesar de ser um conceito antigo é seguro. Porém no caso de ferramentas de BI que utilizam a plataforma Qlikview você acha que um modelo somente lógico gerando QVD’s para maior agilidade nas cargas (já que o Qlikview carrega os dados na memória) atenderia a qualidade dos dados quanto as quesitos que você mencionou? Ou seria necessário realmente um modelo físico de DW utilizando SGBDS relacionais mesmo e os dados seriam levados para a aplicação a partir dos dados implementados fisicamente?

    Vlw :D

  2. Qlikview é uma ferramenta muito boa, porém como você mesmo mencionou é sempre bom construir um modelo de DW, apesar de ser um conceito antigo é seguro. Porém no caso de ferramentas de BI que utilizam a plataforma Qlikview você acha que um modelo somente lógico gerando QVD’s para maior agilidade nas cargas (já que o Qlikview carrega os dados na memória) atenderia a qualidade dos dados quanto as quesitos que você mencionou? Ou seria necessário realmente um modelo físico de DW utilizando SGBDS relacionais mesmo e os dados seriam levados para a aplicação a partir dos dados implementados fisicamente?

  3. Qlikview é uma ferramenta muito boa, porém como você mesmo mencionou é sempre bom construir um modelo de DW, apesar de ser um conceito antigo é seguro. Porém no caso de ferramentas de BI que utilizam a plataforma Qlikview você acha que um modelo somente lógico gerando QVD’s para maior agilidade nas cargas (já que o Qlikview carrega os dados na memória) atenderia a qualidade dos dados quanto as quesitos que você mencionou? Ou seria necessário realmente um modelo físico de DW utilizando SGBDS relacionais mesmo e os dados seriam levados para a aplicação a partir dos dados implementados fisicamente?

    vlw

    1. Raphael, não vi muito bem o que a operação do QlikView (que é so mais uma ferramenta de análises multdimensionais, que é só um quadradinho pequeno da disciplina que é BI) tem a ver com o fato de, até agora – vinte e cinco de novembro de 2014 – não existir uma só definição clara e inequívoca do que é Data Discovery. Em todo caso, respondendo sua pergunta, acho que tanto faz. Ou melhor ainda: o cliente decide. O ideal é que o cliente sempre tenha algum conselheiro que não faça parte do mercado de fornecedores (de qualquer coisa), ou ele pode acabar enviesado, não acha?

      Curioso você mencionar que DW é uma conceito antigo, mas seguro. Eu apostaria que o antigo, que continua por aí, é seguro. Computadores (como aqueles no qual podemos executar os programas de hoje em dia) são conceitos da década de 1830 – século XIX, portanto (http://bit.ly/1Fnny5M), que atingiram o formato contemporâneo da década de 40 (já no século XX, http://bit.ly/1zUP3Aq). Mouses e ambientes gráficos, também, são coisas mais velhas que DW – década de 60 (http://bit.ly/1y8P8Af) e 70 (http://en.wikipedia.org/wiki/Graphical_user_interface#History), respectivamente, junto com coisas como redes de computadores (e a Internet, mais ou menos na mesma época (http://bit.ly/1qQUnUm) ).

      Ainda mais curiosamente, os formatos gráficos que o QlikView (e todo mundo) usa existem há centenas de anos! Veja o livro “The Visual Display of Quantitative Information”, de Edward Tufte (http://amzn.com/0961392142), para saber as datas dos primeiros gráficos. Séries temporais são da década de 1820, gráficos comuns são da segunda metade do século XVI (1750-1800), mas o primeiro caso de BI com uso de um gráfico provavelmente foi o georreferenciamento que elucidação a contaminação de Cólera em Londres, em setembro de 1854, pelo Dr. John Snow. Leitura fascinante, esse livro!

      É, eu diria que mesmo o QlikView apresentando dados em tão antigas visualizações, ele ainda oferece resultados seguros. Imagino que o mesmo se aplica a um DW. ;-)

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