Há anos Inteligência de Negócios deixou de ser uma opção. A empresa que não usa BI, hoje e no futuro, simplesmente não irá crescer além de certo ponto.

Inteligência de Negócios não é fácil, muito menos simples. Um projeto de BI de sucesso depende de muitos fatores, e não é uma tarefa para leigos. Projetos de Inteligência de Negócios são intensivamente dependentes do conhecimento dos gestores, dos desenvolvedores e do cliente. O cliente de um projeto de BI precisa estar educado para poder usufruir dele.

Um best-seller não nasce de qualquer um que disponha de um editor de textos. Um novo software não nasce a partir das mãos de um usuário com um produto point-and-click. Soluções de BI também não. O mundo é um lugar complexo e tem cada vez menos espaço para amadorismo e ignorância. Go educated or go extinct!

Manifesto Ágil

Esse foi um documento que dividiu as águas da indústria de artistas que são os desenvolvedores e criadores das tecnologias de TI, incluindo programadores, projetistas de hardware e software e um sem-número de outros profissionais. Apreender o M.A. quebrou os grilhões dos cronogramas atrasados, dos projetos destinados ao fracasso e me permitiu trilhar caminhos de sucesso sem precedentes.

Meu credo como desenvolvedor e gestor é o Manifesto Ágil, e Scrum é o método que eu adotei para implementá-lo. Eu os uso como ferramentas para tudo que faço, incluindo e especialmente Ensino e Inteligência de Negócios.

Eu descobri que, influenciado pelo M.A., tenho seguido alguns destes princípios para projetos de Inteligência de Negócios, e vim dividi-los com vocês.

Manifesto de Inteligência de Negócios Ágil

A maior prioridade é ajudar o cliente a responder suas perguntas, através da entrega contínua e cedo de dados e interfaces para sua exploração.

Mudanças nos requisitos são obrigatórias porque só assim a exploração cognitiva toma forma e novas hipóteses podem nascer.

Entregar avanços nas plataformas de dados frequentemente, entre semanas e meses, com preferência para o intervalo menor.

A principal medida de sucesso é o cliente encontrar resposta à suas perguntas, para que possa fazer novas perguntas.

Participar do problema do cliente: ajudá-lo a responder suas perguntas para ajudá-lo a formulá-las através do emprego de conhecimento especializado de técnicas e ferramentas.

Conclusão

Essa lista não se sustenta sozinha, mas sim estende o Manifesto Ágil. Ela também não executa o desenvolvimento, isso é feito por Scrum e uma técnica especial para BI, que eu postarei aqui em breve.

Não concordo que Agile BI seja apenas sobre ferramentas. É muito pouco, e deixa muito de fora – a começar pelo clientes.

Eu não inventei esses princípios. Depois de estudar o Manifesto Ágil, Scrum e várias outras técnicas, e aplicá-las ao meu dia-a-dia profissional, eu descobri que esses princípios surgiram espontâneamente e vêm norteando minha prática profissional. Eles são praticamente o Manifesto Ágil adaptado para BI – algo do qual eu sinto uma falta tremenda. Como ninguém ainda propôs nada, eis a minha proposta.

O que você acha?

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2 comentários sobre “M.I.N.A.

  1. Excelente reflexão, caro Fábio de Salles! Ainda mais baseando-se em resultados de experiências que obtiveram valores e resultados positivos em seus projetos, agregando assim, conhecimento e valor nos locais onde foram aplicados.

    Quanto ao que acho, concordo parcialmente contigo quando mencionas que “não concordas que #AgileBI seja apenas sobre ferramentas”. Acredito que, como disseste no texto, tem várias “pitadas” de aplicação de metodologias de gestão e execução de projeto nas ferramentas. A tendência da tecnologia, como bem o sabemos e conhecemos, é automatizar e acelerar processos e tarefas.

    Vejamos por essa ótica: se essas ferramentas além de “diminuírem” a necessidade de profissionais especializados de TI (grande parte responsáveis em montar toda “parafernália”), também favorecesse a “diminuição” de envolvimento do “escritório de projeto” entregando diretamente ao usuário final uma forma profissional e bem aceitável de “descobrir dados” valiosos para a respectiva área, inclusive, para os negócios?

    Isso sim, na minha concepção e entendimento, seria #AgileBI. Também é muito tentador para o usuário de negócios que sempre lida com a possibilidade de tentar “pular” o estágio de aquisição de novos ativos tecnológicos!

    Ferramentas como Tableau, por exemplo, criam automaticamente dimensões, hierarquias, métricas, etc, utilizando-se diretamente dos “data sources” (OLTP) e com uma velocidade e inteligência bem aceitáveis. Também oferece diversificados gráficos que enriquecem e facilitam a aquisição de conhecimento e uma rica experiência do usuário, facilitando a obtenção de respostas fomentando novas perguntas de forma compartilhada e interativa.

    Para ficarem “smart”, além de “agile”, poderiam aplicar formas inteligentes de criação e manutenção de metadados de forma automática e eficiente.

    Uma ferramenta dessas, aliada a uma infraestrutura apropriada para suporte à Business Intelligence, não conseguir gerar valor e retorno aos negócios seria verdadeiramente um escândalo.

    AJRC

  2. Obrigado pelo longo comentário, Adair. Mas pense por um minuto: porque imaginamos que uma ferramenta pode fazer um bom trabalho de BI, mas não existe – até onde a vista alcança – uma ferramenta de ERP genérico, para o gerente solitário? Por que aceitamos que implementar BI é uma tarefa tão banal e trivial que pode ser relegada au programa de computador, enquanto que automatizar/informatizar processos precisa inapelavelmente de uma equipe?

    Não, BI Ágil não é usar ferramentas mais espertas. É ser mais ágil = entregar mais resultado em menos tempo. Usar ferramenta, por si só, não entrega resultados porque os dados não se rendem facilmente – é preciso conhecimento para isso. Se fosse fácil assim, o Pentaho teria erradicado o mercado de BI e não o feito crescer (lembre-se que o Pentaho também adivinha métricas e dimensões automaticamente, mesmo a versão CE, e que ele também pode se ligar diretamente a fontes de dados.)

    Você percebe isso intuitivamente quando ressalta a provável importância de uma infraestrutura voltada a suportar BI. ;-)

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