Todo mundo que lava louça em casa sabe que essa é uma atividade mecânica, meio que automática depois de um tempo, e também sabe que nesta situação a mente fica ociosa e acabamos pensando em qualquer coisa.

Bom, então, eu estava lavando louça esses dias e me lembrei de uma conversa que eu tive no LinkedIn, e só então me dei conta da importância do que foi discutido. O restante da discussão não vem ao caso, mas eu posso contar o santo: o autor, Diego Elias, propunha uma contextualização de BigData em BI. No meio da conversa eu soltei:

No meio da bagunça (entendeu o lance das faixas pretas?) eu soltei essa.
No meio da bagunça (entendeu o lance das faixas pretas?) eu soltei essa.

Try to See the Truth:

There Is No Spoon.

Eu simplesmente não aguento mais fazer posts sobre definições de coisas fundamentais, e o mundo está até as tampas de literatura especializada, feita por gente muito melhor do que eu, de modo que tudo que eu possa falar é completamente redundante. Mesmo assim…

Mesmo assim, nas minhas turmas de BI eu sempre faço questão de insistir em um ponto:

Try to see the truth: There is no BI.
Try to see the truth: There is no BI.

Neste slide eu sempre mango do Matrix: tente ver a verdade, não existe BI. O slide diz tudo, mas não custa reforçar: BI é uma disciplina, da qual software-houses e fabricantes de hardware se apoderaram, ao ponto de existir uma carreira de Administração de Empresas, mas não uma de Inteligência de Negócios! BI está virando uma piada, como aquela sobre hardware e software(*1), “BI é quem toma a decisão errada, Administração é quem enfia o pé na jaca”.

E, se eu não me engano, até comentei essa idéia com um grande amigo da USP, durante o Pentaho Day de 2014.

Simplesmente

Taylor, em seu seminal livro, preconiza que a gestão empresarial deveria ser uma ciência, com movimentos friamente calculados e ponderados de antemão. É uma idéia tão forte e com tanto apelo que ninguém conseguiu, até hoje, deslocá-la. Todos reconhecem que Administração não uma ciência “no duro”, principalmente porque não é possível criar empresas em placas de Petri, mas mesmo assim tentamos nos cercar de fatos testados para conduzir uma empresa. Por isso fazemos pesquisas de opinião no mercado, por isso entrevistamos e testamos nossos candidatos antes de contratá-los, por isso medimos e tentamos controlar a qualidade dos produtos e processos.

Porque simplesmente faz sentido.

Simplesmente faz sentido relacionar causa (ferramentas sujas, falta de habilidade, material de baixa qualidade) com o efeito (produtos feios, mal-feitos, ordinários.)

Simplesmente faz sentido examinar os números da empresa para descobrir que história eles contam.

Paz, Afinal III: O que é Inteligência de Negócios

Simplesmente:

Inteligência de Negócios é a disciplina de busca da compreensão dos negócios de uma organização mediante a aplicação do Método Científico.

Eu entrei no SAS em abril de 2000. Fiz essa pergunta a um sem-número de pessoas, começando pela Country Manager do SAS em 2000 (é tomar decisões com ferramentas – grosso modo, já não me lembro bem o que ela falou), passando por todos os meus colegas de SAS, depois por um VP de vendas do SAS, daí para pessoas em indústrias, bancos, varejo, o pessoal da MicroStrategy, várias pessoas no meu emprego, fóruns etc. Sem contar os livros que eu li (li tanto que um dia botei tudo para fora e escrevi meu próprio) e mesmo assim eu não tinha nenhuma resposta. Nenhuma boa o bastante, simples o bastante, nenhuma que eu pudesse ler quando não soubesse o que fazer, que caminho seguir. Eu costumava usar a do livro do Swain Scheps, BI for Dummies, e ela fazia isso por mim.

Eu procuro essa definição há quase 15 anos. Obviamente eu não perguntei à pessoa certa, e deixei de ler exatamente o livro que tinha essa definição. Infelizmente eu continuo não sabendo qual é – quem sabe um dia eu encontro um dos dois. ;-)

Até a próxima.


 

(*1) Odeio notas-de-rodapé, mas não queria quebrar o raciocínio lá em cima: perguntado sobre a diferença entre hardware e software, o cara responde que “hardware é o que você chuta, software é o que você xinga”. :-) É engraçado porque é verdade…

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